Friday, May 6, 2011

BRAAGAAAA



Podia escrever aqui muitas palavras. Divagar sobre todo um percurso que muitos quiseram ignorar. Mas fico-me por aqui, pois basta ler as palavras de outrém. Melhor escrito e dito impossível. Façam o favor de o ler.



Pronúncia do Norte


«46 quilómetros. Um diâmetro espacial que é menor do que une muitas das grandes cidades do Mundo. O espaço que separa o estádio do Dragão do estádio Axa. O Porto de Braga. Os dois finalistas da Europe League 2011. Um feito histórico para o futebol português. Um feito histórico para uma região que tem sentido, como nenhuma outra, o desmoronar da economia comunitária. Nesses 46 quilómetros vivem os projectos, as ilusões e as esperanças. Passe o que passar eles chegaram lá. A Dublin. Cidade com pronúncia do norte...

Um salto na história. Um salto desafiante. Um salto preciso.

O golo de Custódio gelou um país habituado à ladainha dos "seis milhões", um país que não entende de diferenças de credo. Um país que, ainda hoje, se esquece que há vida para lá da capital, que há vida para lá do império imaginário. O salto de Custódio, um puto de Guimarães que se fez herói em Braga. Coisas da vida! O salto de um jogador dispensado por um grande da capital e que deixou de ser uma promessa para passar a ser mais um zé-ninguém. Assim funcionam as coisas em Portugal. Palavras que Miguel Garcia e Hugo Viana poderiam fazer suas. Os três estavam lá e testemunharam aquele salto imenso que transformou um clube regional numa potência europeia. O Sporting Clube de Braga, esse clube que parecia uma moda passageira, é o 100º finalista de uma prova da UEFA. A quarta equipa portuguesa em lograr esse feito histórico. A primeira a deixar outra equipa nacional pelo caminho. Sem contestação.

Um projecto pequeno que a imprensa lusa sempre tentou empequenecer sem entender que os partidismos nacionais na Europa perdem todo o sentido. Este Braga, uma equipa com as contas em dia, uma equipa sem dividas e fundos a que recorrer quando as coisas apertam, é um caso sério. Desde a chegada de António Salvador transformou-se num autêntico grande, feito que só o Boavista pode reclamar fora do circulo dos três clubes que têm asfixiado o futebol português. Com a desaparição momentânea dos axadrezados destas contas e o progressivo empequenecimento do Sporting, o Braga tinha a oportunidade de dar um murro na mesa. Em 2010 o titulo perdeu-se por muito pouco, em 2011 Dublin conseguiu-se por pequenos detalhes. Estavam Vandinho e Mossoró desta vez. Estavam aqueles que aprenderam a lição de como se joga este tipo de duelos. E estava, sobretudo, uma equipa com fome de desforra. Ás vezes é o que basta. Isso e um salto imparável para furar os livros de história.

Os 46 kilómetros que separam Braga da cidade do Porto são quase a mesma distância da mais longa avenida do mundo. É muito para um país pequeno e muito pouco para um Mundo tão grande. As provas da UEFA já acolheram finais entre clubes do mesmo país mas nunca com uma proximidade geográfica tão gritante. Bracarenses e portuenses são quase vizinhos e em Dublin a festa terá uma forte pronuncia nortenha. Com sotaque do Porto.

Domingos Paciência era aquele miudo de Leça que mal tinha para comer e que muitas vezes lançava na casa dos amigos porque estes sabiam que em sua casa só lhe esperava uma sopa. Esse herói das Antas tornou-se no messias da pedreira de Braga. Quando em 1994 o inglês Bobby Robson parecia ter perdido a confiança no esguio dianteiro um miúdo de 13 anos aproximou-se dele perto de sua casa e explicou-lhe como tinha de aproveitar as capacidades do internacional português. Esse miúdo, portuense de gema, que nunca passou fome nem lhe faltou nada, transformou-se no homem dos recordes e aos 33 anos no mais jovem técnico a chegar a uma final europeia. André Villas-Boas e Domingos Paciência representam dois lados bem diferentes da Invicta, da vida que pautou o norte de Portugal desde sempre. E o futebol uniu-os de tal forma que até na glória mútua acabam por ter de se reencontrar. Da mesma forma que o FC Porto se tornou um clube internacional depois do desprezo da capital que queria reduzir os azuis e brancos a "andrades" de província com uma final europeia (então perdida para a toda poderosa Juventus em 1984), também o Braga conseguiu soltar-se desses preconceitos sociais para fazer história. Celtic, Sevilla, Liverpool, Dynamo de Kiev e Benfica, todas elas equipas com títulos europeus no seu brilhante curriculum que não souberam aguentar o vendaval bracarense. Um vendaval em quem ninguém acreditou, eliminatória após eliminatória. Se ao FC Porto era reconhecido o seu favoritismo, que se foi cimentando a cada jogo e acabou numa eliminatória histórica face ao Villareal, ao Braga estava destinado o papel de patinho feio. Talvez por isso a equipa de Domingos seguiu sempre em frente, porque não teve de se preocupar em olhar para o espelho.

O Benfica, o terceiro português em discórdia, era o favorito. Antes de arrancar a Liga, antes de arrancar a Champions League e antes de arrancar a Europe League na sua fase a eliminar. Mas perdeu demasiado tempo a olhar-se reflectido num espelho enganador. Sem pernas, sem atitude, sem destreza mental, os encarnados actuaram numa semifinal europeia convencidos que estavam num duelo nacional sem grande importância. A arrogância, sempre patente no discurso do seu técnico, desencontrou-se com a realidade. Talvez se a eliminatória tivesse sido trocada e o duelo fosse com os espanhóis a equipa tivesse reagido de outra forma. Pagou o preço do pecado mortal que no futebol não perdoa, o orgulho. E assinou por baixo uma época a todos os títulos decepcionante. Não soube estar à altura da sua história, dos seus pergaminhos e do seu próprio futebol. O espelho mentiu, mas só a eles, porque havia muitos que conseguiam ver para lá da ilusão.

18 de Maio tornar-se-á num dia histórico para Portugal. Mas talvez a ausência dos representantes do centralismo asfixiante transforme uma festa europeia numa reunião de vizinhos. O impacto mediático dado, em Portugal pelo menos, será bem diferente se os rostos fossem outros. É de esperar, afinal não seria a primeira vez. Mas a Europa estará forçosamente atenta e tentará descobrir o que está no meio destes 46 quilómetros que unem mais do que separam. Do Bom Jesus de Braga vê-se o Douro? Talvez não, mas o eco da pronuncia do norte já se ouve lá longe nas areias dançantes de Dublin...»


Retirado de: http://emjogo.blogs.sapo.pt

Happy Birthday




Another special day!

My dad's birthday!



Que este dia se repita por muitos e bons anos.

Love u*

Saturday, April 30, 2011

Dress of the century!

Não vi a cerimónia mais badalada do século, mas fiquei na expectativa para ver o vestido da noiva! Tenho a dizer que gostei muito. Sim senhor, lindo vestido! Já há quem diga que a Kate Middleton se aproximou da elegância de Grace Kelly! Semelhantes ou não, eu adorei! Lindíssimo. Mas o meu olhar não se ficou apenas pelo vestido da noiva. Outro que também chamou a minha atenção foi o vestido usado por sua irma, Pippa. Muito bonito e elegante as well.

Wednesday, April 20, 2011

Happy Birthday!

Muitos Parabéns para a minha mummy!

Que este dia se repita por muitos e bons anos.

Love u*

Wednesday, April 6, 2011

'bora lá recomeçar...


Mas que início de ano para esquecer! :S

Mauzinho mesmo...
Esta mensagem é para ver se se quebra o ciclo de coisinhas menos boas. As decisões estão tomadas. Tiveste coragem, sem dúvida. Revelaste determinação. Sabes o que queres. Opiniões à parte, still close to you ;)

Monday, March 7, 2011

Esta vida de braguista...

Não compreendo o porquê da cidade de Braga hostilizar o Benfica.

Ora bem, analisemos então esta citação do Senhor Luís Filipe Vieira. Ora bolas... mas o que analisar?! Que o Benfica estranhou não ser recebido com passadeira vermelha, bombos, apitos, autocarros repletos de fans que entopiam as ruas da cidade, com barraquinhas cheias de material do seu clube? Que visse os próprios sócios do SCBraga a torcerem pela equipa benfiquista? Pois, realmente, pelos vistos, esse tempo já era! E digo: ALELUIA! É com muita tristeza que lembro esses pobres tempos de bracarense/braguista em que via, aquando da visita encarnada a Braga, um autêntico arraial dinamizado pelos próprios ditos braguistas. Puxa, não apoio nenhum tipo de violência seja em que estádio for, mas anseio por um SCBraga cada vez mais braguista e bracarense e não como se fosse a segunda equipa do Benfica. E, confesso, dá-me um gozo especial de cada vez que o SCBraga vence o Benfica. Unicamente porque me apaga um pouco essas tristes e antigas lembranças de um SCBraga muito vassalo e pouco avassalador!


Toma! Já foste... :p

Friday, March 4, 2011

Grrrrr

Mas que dia!!!
Começou por avariar ontem. Fazem umas poções "mágicas" e dizem-me que aguenta à vontadinha vários meses. Hoje avaria outra vez. Oh sorte! Oh carrinho, eu até gostava imenso de ti, gabava-te a tudo e a todos (é que 20 anos sem avariar era coisa para isso!), mas hoje só me apetecia esmagar-te, dizer blasfémias contra ti!!! É que ainda por cima, decides avariar a 5 metros da escola. E eu só pensava: "Trazes-me até aqui, onde até posso ver os meus alunos a correr e a brincar e sobretudo onde posso ouvir o toque de entrada, e agora vais fazer-me faltar às aulas a apenas e a uns míseros 5 metros!!!". Vá lá, que eu tenho sempre um anjinho da guarda, que me conseguiu encostar o carro a um cantinho. Depois foi a correr para a escola para aturar o festival carnavalesco! Entretanto só pensava: "E depois das aulas é que vem a melhor parte!"